A Legião al-Rahman ( em árabe : فيلق الرحمن , Faylaq al-Raḥmān ) é um grupo rebelde sírio que operava em Ghouta Oriental , nos arredores de Damasco e nas montanhas orientais de Qalamoun . Era o principal grupo rebelde em Jobar , e era apoiado pelo Catar . [22] O líder do grupo é Abdul al-Nasr Shamir, um capitão da zona rural de Homs que desertou do Exército Sírio no início de 2012. [23] [1] A Legião foi descrita como um " islamista "" [1] ou como uma organização "islamista política" não jihadista /não salafista [24] . Ela se descreve como "uma entidade militar revolucionária visando a queda do regime sírio", mas não procura transformar a Síria em um estado islâmico . [25] Em 2016 , foi descrito como "uma das facções de oposição mais antigas em Damasco e mantém altos níveis de legitimidade e apoio local". civis deixaram Damasco para o noroeste da Síria em março de 2018.
História
2014-2015
A Legião al-Rahman fazia parte do Comando Militar Unificado de Ghouta Oriental , estabelecido em 2014, juntamente com Jaysh al-Islam (liderado por Zahran Alloush ) e Ahrar al-Sham . [23] Al-Rahman Legion e Jaysh al-Islam foram aliados na ofensiva de Rif Dimashq (setembro de 2015) , ou a batalha de "Allah al-Ghalib", em torno de Tall Kurdi , Adra e Harasta em Ghouta Oriental. No entanto, após a morte de Alloush no final de 2015, houve conflitos entre Jaysh al-Islam e al-Rahman; Ahrar ash-Sham permaneceu neutro. [26] [27] [28] [29]
2016
Em 18 de fevereiro de 2016, os combatentes da União Islâmica Ajnad al-Sham baseados em Ghouta Oriental anunciaram a "integração total" de seus combatentes na Legião al-Rahman, embora reiterando que seus combatentes baseados nos subúrbios ocidentais de Darayya e Moadammiyyeh , bem como em o sul de Damasco ainda operaria sob a bandeira da União Islâmica Ajnad al-Sham e não fazia parte dessa fusão. [30]
De 18 de abril a 24 de maio de 2016, a Legião esteve envolvida em fortes confrontos com a facção rebelde rival Jaysh al-Islam, enquanto também lutava contra as forças do governo na ofensiva de Rif Dimashq (abril a maio de 2016) . Em 26 de abril de 2016, a 1ª Brigada de Damasco (então um grupo afiliado ao FSA armado com mísseis BGM-71 TOW ) deixou a Frente Sul e se juntou à Legião. [31] [32] [33] No entanto, saiu algum tempo depois. [34] [35] [36] [ melhor fonte necessária ]
Em 24 de maio de 2016, os líderes do Jaysh al-Islam e da Legião al-Rahman se reuniram para assinar um acordo apoiado pelo Catar para encerrar as hostilidades após o conflito inter-rebelde de Ghouta Oriental (abril a maio de 2016) , supervisionado por Riyad Farid Hijab . Em 14 de junho de 2016, os confrontos eclodiram novamente, com a Legião al-Rahman assumindo o controle de várias zonas anteriormente ocupadas por Jaysh al-Islam na parte sul de Ghouta Oriental. [18]
No final de julho de 2016, a Frente al-Nusra entrou em confronto com a Legião al-Rahman em Zamalka , distrito de Markaz Rif Dimashq, devido a uma disputa sobre as orações de sexta-feira em uma das mesquitas da cidade de Zamalka. [19] Neste período, a Legião estava entre os combatentes na ofensiva de Rif Dimashq (junho-outubro de 2016) .
Em 21 de outubro de 2016, combatentes da Legião al-Rahman abriram fogo contra manifestantes exigindo a formação de uma sala de operações militares conjuntas entre Jaysh al-Islam e a Legião Rahman. Até 5.000 pessoas participaram dos protestos em Ghouta Oriental. [37] Menos de uma semana depois, as Brigadas da Glória se separaram da Legião Rahman, tornando-se o nono grupo rebelde a deixar a legião desde o início da guerra. Anteriormente, vários desses grupos se separaram para se juntar à União Islâmica Ajnad al-Sham e ao agora extinto Jaysh al-Ummah . [38] [39]
2017
Em fevereiro de 2017, o chefe do conselho político da Legião Rahman, Mutasim Shamir, participou de negociações de paz em Genebra . [3]
Entre fevereiro e maio de 2017, a Legião foi alvo da ofensiva do governo em Qaboun . Em março de 2017, a Legião entrou em confronto com as forças do governo em Jobar. [40]
A partir de abril de 2017, fortes confrontos recomeçaram entre Jaysh al-Islam e a Legião Rahman, apoiada por Tahrir al-Sham (HTS). [41] Mais de 95 rebeldes de ambos os lados foram mortos, [41] [42] entre eles um capitão da Legião Rahman. [ citação necessário ] Em 2 de maio, o coronel Abu Muhammad al-Kurdi da Legião Rahman desertou para Jaysh al-Islam. [ citação necessária ]
Em 8 de maio de 2017, as Brigadas da Glória se juntaram à Legião Rahman depois que esta cercou a sede da primeira em Hamouriyah por 2 dias. [43] [ melhor fonte necessária ]
Em junho, as forças do governo iniciaram uma ofensiva contra a Legião em Jobar, que durou até meados de agosto. Fontes do governo afirmaram que 400 rebeldes foram mortos durante o primeiro mês da ofensiva. [44]
Em julho de 2017, tensões crescentes foram relatadas entre a Legião e seu ex-aliado HTS em Ghouta Oriental. [45] Em 6 de agosto de 2017, 120 combatentes Ahrar al-Sham em Arbin desertaram para a Legião Rahman após disputas internas. [46] Ahrar al-Sham acusou a Legião Rahman de apreender suas armas, enquanto a Legião Rahman acusou Ahrar al-Sham de sua tentativa de implementar sua experiência "fracassada" do norte da Síria em Ghouta Oriental. [47] Tahrir al-Sham supostamente ficou do lado de Ahrar al-Sham contra a Legião Rahman durante os confrontos. [20] Um acordo de cessar-fogo entre a Legião Rahman e Ahrar al-Sham foi implementado em 9 de agosto. [48]
Em agosto de 2017, em Genebra, a Legião assinou um acordo com a Rússia para se juntar à área de desescalada em Ghouta Oriental , intermediada pela Rússia, Turquia e Irã . [49] No entanto, em setembro de 2017, houve relatos de confrontos entre a Legião e as forças do governo em Jobar. [50]
A Legião esteve envolvida, ao lado de Ahrar al-Sham, na Batalha de Harasta , novembro de 2017 a janeiro de 2018.
2018
Em fevereiro de 2018, as forças do governo lançaram uma ofensiva em larga escala para recapturar Ghouta Oriental de grupos rebeldes, incluindo a Legião Rahman. Em março, o bolsão rebelde no leste de Ghouta foi dividido em três, com o bolsão sul de Hamouriyah sendo controlado pela Legião. Os combatentes Al-Rahman se retiraram de Hamouriyah para Ein Tarma em 15 de março. [51] Em 23 de março, a Legião chegou a um acordo de rendição com a Rússia e começou a evacuar seus combatentes e suas famílias de Zamalka, Arbin, Ein Tarma e Jobar no dia seguinte. [52] Um comboio de mais de 5.400 combatentes rebeldes e civis partiu do bolsão em 25 de março, chegando ao noroeste da Síria no dia seguinte. [53]
Suporte externo
A Legião Al-Rahman é apoiada pelo Qatar . [54] A Legião Al-Rahman, apoiada pelo Qatar, tem lutado contra o Jaysh al-Islam , apoiado pela Arábia Saudita . [55]
O grupo está usando ativamente mísseis antitanque BGM-71 TOW americanos.
Legião al-Rahman: O Grupo Rebelde Sírio que Desafiou Damasco — e Seus Próprios Aliados
Na complexa tapeçaria da Guerra Civil Síria, poucos atores encarnaram tão vividamente as tensões entre islamismo moderado, nacionalismo revolucionário e pragmatismo militar quanto a Legião al-Rahman (Faylaq al-Raḥmān). Ativa principalmente em Ghouta Oriental — o cinturão agrícola sitiado nos arredores de Damasco —, essa facção rebelde emergiu como uma das forças mais influentes da oposição armada na capital síria entre 2012 e 2018. Apoiada pelo Catar, comandada por um desertor do Exército Sírio e definida por sua recusa em impor um estado islâmico, a Legião al-Rahman navegou entre frentes múltiplas: contra o regime de Assad, contra rivais rebeldes e até contra antigos aliados jihadistas.
Origens e Identidade Política
Fundada no início de 2012 por Abdul al-Nasr Shamir, um ex-capitão do Exército Sírio originário da zona rural de Homs, a Legião al-Rahman rapidamente se consolidou como uma força distinta no leste de Ghouta, especialmente em Jobar, bairro estratégico às portas de Damasco.
Embora frequentemente descrita como “islamista”, a Legião rejeitava rótulos salafistas ou jihadistas. Em seus próprios termos, era uma “entidade militar revolucionária” cujo único objetivo era derrubar o regime de Bashar al-Assad — sem buscar transformar a Síria em um califado. Essa postura lhe rendeu amplo apoio civil local e a distinguiu de grupos como o Jaysh al-Islam (pró-Arábia Saudita) e a Frente al-Nusra (filial da Al-Qaeda).
Alianças, Rupturas e Guerras Internas
A história da Legião al-Rahman é marcada tanto por sua resistência ao regime quanto por conflitos internos dentro da própria oposição:
- 2014–2015: Integrou o Comando Militar Unificado de Ghouta Oriental ao lado do Jaysh al-Islam e Ahrar al-Sham, coordenando ofensivas como a Batalha de “Allah al-Ghalib” (setembro de 2015).
- Final de 2015: Após a morte do líder do Jaysh al-Islam, Zahran Alloush, as relações se deterioraram. Começaram confrontos violentos entre os dois grupos, com Ahrar al-Sham mantendo neutralidade.
- 2016: A Legião absorveu combatentes da Ajnad al-Sham e recebeu temporariamente a 1ª Brigada de Damasco (fornecida com mísseis TOW americanos), embora esta tenha saído logo depois.
- Abril–Maio de 2016: Novos combates com o Jaysh al-Islam deixaram dezenas de mortos. Um cessar-fogo mediado pelo Catar foi assinado em maio, mas rompido em junho, com a Legião tomando territórios no sul de Ghouta.
- Julho de 2016: Enfrentou a Frente al-Nusra em Zamalka por disputas sobre controle de mesquitas — um sinal claro de sua rejeição à hegemonia jihadista.
Esses conflitos internos não apenas fragmentaram a oposição, mas também facilitaram os avanços do regime.
2017: Sob Pressão de Todos os Lados
O ano de 2017 foi de intensa pressão:
- Fevereiro: Representantes da Legião participaram das negociações de Genebra, buscando uma solução política.
- Primavera: Sofreu ofensivas governamentais em Qaboun e Jobar, enquanto retomava hostilidades com o Jaysh al-Islam — agora apoiado pela Hay’at Tahrir al-Sham (HTS).
- Agosto: Conseguiu atrair 120 desertores do Ahrar al-Sham, mas enfrentou nova crise com a HTS, que acusava a Legião de tentar impor um modelo “fracassado” do norte da Síria.
- Setembro: Assinou um acordo com a Rússia para integrar a zona de desescalada de Ghouta Oriental, mediada por Moscou, Ancara e Teerã — mas os combates em Jobar continuaram.
Apesar dos acordos diplomáticos, o cerco apertava.
2018: O Fim em Ghouta
Em fevereiro de 2018, o regime sírio, com apoio russo, lançou uma ofensiva total para retomar Ghouta Oriental. Em semanas, o enclave rebelde foi dividido em três bolsões. A Legião al-Rahman, controlando o sul (Hamouriyah, Ein Tarma, Zamalka e Jobar), resistiu ferozmente — mas a derrota era inevitável.
Em 23 de março de 2018, após negociações com a Rússia, a Legião aceitou um acordo de evacuação. Entre 25 e 26 de março, um comboio com mais de 5.400 pessoas — incluindo combatentes, famílias e civis — deixou Ghouta rumo ao nordeste de Idlib, no noroeste da Síria, último reduto da oposição.
Era o fim de sua presença em Damasco — mas não necessariamente de sua existência.
Apoio Externo e Capacidade Militar
A Legião al-Rahman era claramente alinhada ao eixo pró-Catar na geopolítica regional, em oposição ao Jaysh al-Islam, apoiado pela Arábia Saudita. Esse patrocínio permitiu acesso a armamento sofisticado, incluindo:
- Mísseis antitanque BGM-71 TOW, fornecidos indiretamente pelos EUA via programas de apoio à “oposição moderada”.
- Armas leves, munição e financiamento logístico contínuo.
Essa capacidade a tornou uma das facções mais bem-equipadas de Ghouta, capaz de resistir por anos a um dos mais brutais cercos da guerra moderna.
Legado: Entre Idealismo e Fragmentação
A Legião al-Rahman nunca buscou dominar ideologicamente a Síria. Seu foco era derrubar Assad, não construir um novo Estado teocrático. Essa moderação, paradoxalmente, a isolou: considerada muito islâmica pelos secularistas, mas insuficientemente radical pelos jihadistas.
Seu colapso em 2018 simbolizou o fracasso da oposição armada descentralizada diante da coordenação entre regime, Rússia e Irã. Ainda assim, sua resistência em Ghouta — onde civis sofreram bombardeios químicos, fome e cerco por anos — permanece como um testemunho da complexidade moral e estratégica da guerra síria.
Hoje, muitos de seus ex-combatentes estão em Idlib, alguns integrados a novas formações, outros desmobilizados. Mas o nome al-Rahman — “O Misericordioso”, um dos 99 nomes de Deus no Islã — ecoa como um lembrete de que, mesmo em meio ao caos, alguns lutaram não por um califado, mas por liberdade.
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“Nem todos os que empunharam armas em Ghouta queriam um Estado islâmico — alguns só queriam que Damasco ouvisse seu grito.”
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