O tanque "Patagón" é um tanque leve desenvolvido na Argentina durante o início dos anos 2000
| VC Tan Patagon | |
|---|---|
Um tanque "Patagón" na Exposição do Exército Argentino, maio de 2008 | |
| Tipo | Tanque leve |
| Lugar de origem | |
| Histórico de serviço | |
| Usado por | |
| Histórico de produção | |
| Projetado | início dos anos 2000 |
| Nº construído | 5 (incluindo 1 protótipo) |
| Especificações | |
| Massa | 16,5 toneladas (18,2 toneladas curtas ; 16,2 toneladas longas ) [1] |
| Comprimento | 5,582 m (18 pés 3,8 pol) [1] |
| Largura | 2,5 m (8 pés 2 pol) [1] |
| Altura | 2,88 m (9 pés 5 pol) [n 1] |
| Equipe técnica | 3 (Comandante, artilheiro, motorista) |
| armaduras | base: 8 mm (0,31 pol) máximo: 40 mm (1,6 pol) [n 2] |
Armamento principal | arma raiada de 105 mm |
Armamento secundário | 7,62 × 51 mm metralhadora coaxial da OTAN |
| Motor | Motor diesel Steyr 7FA / 6 cilindros [n 3] 300 hp (220 kW) [1] [n 4] |
| Potência/peso | 18,2 cv/tonelada |
| Suspensão | barra de torção, 5 rodas de estrada |
Alcance operacional | 520 quilômetros (320 milhas) [1] [n 5] |
| Velocidade máxima | 70 km/h (43 mph) [n 6] |
O tanque "Patagón" é um tanque leve desenvolvido na Argentina durante o início dos anos 2000, previsto para entrar em serviço com o Exército Argentino . É baseado em um chassi SK-105 Kürassier com uma torre AMX-13 reformada . O projeto foi cancelado no final de 2008 após a conversão de cinco tanques. [2]
Em 2003 o Exército Argentino definiu metas para aumentar suas capacidades, entre elas a nacionalização da fabricação de seus equipamentos; o projeto de atualização do tanque VC SK-105 "Patagón" fez parte desse esforço. [3] Previa-se a conversão e modernização de até 40 veículos a um custo previsto de USD 23,4 milhões no período 2005-2009; esses veículos seriam montados em Comodoro Rivadavia e fornecidos às unidades do exército baseadas na Patagônia . [3] [4]
O veículo é composto por um chassi SK-105 Kürassier que monta uma torre oscilante FL-12 reformada e armada com um canhão de 105 mm, obtido de tanques obsoletos AMX-13 . Ambos os veículos estavam em serviço com o Exército Argentino no início dos anos 2000. A maioria das especificações técnicas do Patagón são semelhantes ao SK-105. [2]
O protótipo Patagón foi apresentado em 22 de novembro de 2005; no entanto, o projeto foi cancelado no final de 2008, por ser considerado antieconômico. [2]
Produção
Até o final de 2014, quatro unidades foram concluídas, além do protótipo apresentado em 2005. [2]
Operadores
Veja também
- Nahuel DL 43 – Tanque médio desenvolvido pela Argentina durante a Segunda Guerra Mundial.
- Tanque Argentino Mediano - Tanque médio desenvolvido pela Argentina durante a década de 1970, em uso pelo Exército Argentino desde o início da década de 1980.
Notas de rodapé
- Dados para SK-105, assumidos inalterados para Patagón.
- Dados para SK-105, assumidos inalterados para Patagón.
- Dados para SK-105, assumidos inalterados para Patagón.
- Os dados do SK-105 mostram 320 hp, porém a placa no Patagón exibido indicava 300 hp com um motor similar.
- Os dados do SK-105 mostram 500 km, porém a placa no Patagón exibido indicava 520 km com um motor semelhante e nenhuma indicação de tanque de combustível aumentado.
- Mesmos dados para SK-105 e Patagón.
Referências
Notas
- Cartaz com dados do tanque Patagón exibido na Exposição do Exército Argentino em maio de 2008 – ver neste artigo e no Commons.
- "Argentina abandona el proyecto de blindado Patagón". Infodefensa – Información Defensa y Seguridad(em espanhol). Espanha. 27 de dezembro de 2008. Recuperado em 29 de dezembro de 2014.
- "Patagón: el tanque de fabricação argentina que fue presentado ayer". DERF – Agencia Federal de Noticias(em espanhol). Santa Fé, Argentina. 23 de novembro de 2005. Recuperado em 28 de dezembro de 2014.
- "Fábrica de montagem de tanques do Exército Argentino em Comodoro" . MercoPress . Montevidéu, Uruguai. 24 de novembro de 2005 . Recuperado em 28 de dezembro de 2014 .
- O equilíbrio militar 2010; Página 175.
Fontes
- On-line
- Patagón: el tanque de fabricación argentina que fue presentado ayer - DERF Agencia Federal de Noticias, novembro de 2005 Artigo online sobre o lançamento do protótipo Patagón (em espanhol)
- Fábrica de montagem de tanques do Exército Argentino em Comodoro - MercoPress, novembro de 2005 Artigo online sobre o lançamento do protótipo Patagon e planos de produção em Comodoro Rivadavia
- Argentina abandona el proyecto de blindado Patagón – Infodefensa, dezembro de 2008 Artigo online sobre o cancelamento do projeto Patagón (em espanhol)
- Bibliográfico
- O Balanço Militar 2010 . Londres, Reino Unido: Routledge/IISS. 2010. ISBN 978-1857435573. Recuperado em 29 de dezembro de 2014 .
Leitura adicional
- Christopher F. Foss , ed. (2011). Armadura e Artilharia de Jane 2011-2012 . Londres, Reino Unido: Janes Information Group. ISBN 978-0710629609. Recuperado em 29 de dezembro de 2014 .
- Argentina: Ejército presenta prototipo del tanque "Patagón" - EMOL, Santiago (Chile), 2005-Nov-22 (acessado em 2014-12-29) (em espanhol)
Tanque Patagón – O Projeto Argentino de Modernização Leve que Nunca Decolou
Desenvolvido no início dos anos 2000 como parte de um ambicioso plano de renovação e nacionalização do equipamento militar argentino, o tanque leve Patagón representou uma tentativa pragmática — embora limitada — de revitalizar a capacidade blindada do Exército Argentino com recursos domésticos. Baseado em plataformas já existentes no inventário nacional, o projeto buscava unir o chassi austríaco SK-105 Kürassier com a icônica torre oscilante francesa do AMX-13, armada com um canhão de 105 mm.
Apesar de sua lógica técnica e custo relativamente baixo, o Patagón teve vida curta: cancelado em 2008 após a conversão de apenas cinco unidades (um protótipo e quatro veículos de série), sob a justificativa de ser "antieconômico" diante das restrições orçamentárias e da evolução das necessidades operacionais.
Contexto Estratégico e Objetivos do Projeto
Em 2003, o Exército Argentino definiu novas diretrizes para modernizar suas forças terrestres, com ênfase na autossuficiência industrial e na extensão da vida útil de equipamentos obsoletos. Na época, a Argentina operava duas plataformas leves herdadas da Guerra Fria:
- SK-105 Kürassier: tanque de reconhecimento austríaco, adquirido na década de 1970, com motor diesel, tração 6x6 e canhão de 105 mm em torre compacta.
- AMX-13: tanque leve francês dos anos 1950, famoso por sua torre oscilante FL-12 e sistema de carregamento automático.
Ambos estavam envelhecendo, mas ainda funcionalmente úteis. A ideia do Patagón era hibridizar o melhor de cada um: aproveitar a mobilidade e confiabilidade do chassi SK-105 e equipá-lo com a torre FL-12 reformada, já familiar aos artilheiros argentinos e capaz de disparar munição NATO padrão de 105 mm — incluindo projéteis perfurantes modernos.
O projeto foi batizado "Patagón" em referência à Patagônia argentina, região remota e estratégica onde os veículos seriam estacionados, especialmente nas guarnições de Comodoro Rivadavia.
Especificações Técnicas e Configuração
O Patagón manteve quase todas as características mecânicas do SK-105 original:
A principal vantagem tática era a capacidade anti-blindagem proporcionada pelo canhão de 105 mm — significativamente superior ao canhão de 105 mm de baixa pressão do SK-105 original. Isso permitiria ao Patagón enfrentar não apenas veículos leves, mas também blindados médios em cenários defensivos ou de patrulha fronteiriça.
Produção e Cancelamento
O protótipo do Patagón foi apresentado oficialmente em 22 de novembro de 2005, durante uma demonstração técnica do Exército Argentino. Inicialmente, planejava-se converter até 40 veículos entre 2005 e 2009, com investimento estimado em US$ 23,4 milhões.
No entanto, o projeto enfrentou múltiplos desafios:
- Custo crescente por unidade devido à baixa escala de produção
- Dificuldades logísticas na integração de sistemas de origens distintas (austríaca e francesa)
- Falta de peças de reposição para ambas as plataformas base
- Priorização orçamentária para outras áreas, como aviação e defesa antiaérea
Em 2008, o Ministério da Defesa declarou o projeto "antieconômico" e o cancelou. Até 2014, apenas quatro unidades de série haviam sido concluídas, além do protótipo exibido na Exposição do Exército Argentino em maio de 2008.
Esses cinco veículos permanecem em status incerto — possivelmente armazenados ou usados para treinamento, mas nunca entraram em serviço operacional pleno.
Legado e Contexto Histórico
O Patagón insere-se em uma longa tradição argentina de desenvolvimento autóctone de blindados, que inclui:
- Nahuel DL-43 (1940s): tanque médio inspirado no M4 Sherman, desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial.
- TAM (Tanque Argentino Mediano) (1970s): projeto bem-sucedido em parceria com a Alemanha, ainda em uso hoje.
Enquanto o TAM foi um sucesso de engenharia e produção, o Patagón reflete as limitações de um país com indústria de defesa fragmentada e orçamento restrito. Mesmo assim, demonstrou criatividade tática e capacidade de integrar sistemas heterogêneos — uma habilidade valiosa em contextos de escassez.
Hoje, o Patagón é lembrado como um projeto simbólico, mais do que operacional: um exemplo de como nações médias buscam soberania tecnológica mesmo diante de adversidades econômicas e geopolíticas.
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