Boeing (Frontier Systems) MQ-18 Hummingbird
O desenvolvimento do helicóptero não tripulado de longa duração A160 Hummingbird foi iniciado pela Frontier Systems em 1998 sob um contrato da DARPA. O primeiro passo foi o desenvolvimento de sistemas de controle de voo adequados, convertendo um helicóptero Robinson R22 para a configuração de UAV. O R22 não tripulado foi comercializado como o Maverick UAV.
O próprio A160 voou pela primeira vez em janeiro de 2002. Sua principal característica é o sistema de rotor não convencional. O beija -florutiliza um rotor rígido, com pás cônicas e com seção transversal variável da raiz à ponta. Além dos helicópteros mais convencionais, o rotor do A160 opera em uma ampla faixa de RPM (rotações por minuto). Todo o sistema é projetado para proporcionar um voo mais eficiente e maior desempenho geral (velocidade, altitude, economia de combustível). Além do sistema de rotor, o A160 é um projeto relativamente convencional, usando um tailrotor de duas pás e um trem de pouso com rodas retráteis. Ele pode operar tanto de forma autônoma (incluindo decolagem, navegação de waypoint GPS, retorno à base e pouso) quanto sob controle remoto. A seção de carga útil no nariz pode acomodar até 450 kg (1000 lb) de equipamentos e sensores, e há provisão para cargas úteis de sensores EO/IR (Eletro-Óptico/Infravermelho) em uma torre sob a fuselagem dianteira.
| Foto: Boeing |
| A160 Beija -flor |
Em maio de 2004, a Frontier Systems foi adquirida pela Boeing. Um total de 10 fuselagens A160 devem ser construídos, e os testes de voo continuam a expandir o envelope de desempenho e desenvolver e integrar pacotes de sensores dedicados para várias missões militares potenciais (reconhecimento, vigilância, aquisição de alvos, etc.). A partir de 2005, o programa Hummingbird também foi patrocinado pelo Exército e pela Marinha dos EUA, ambos clientes potenciais de uma versão operacional.
| Foto: Boeing |
| YMQ-18A |
Em 15 de junho de 2007, a Boeing anunciou o primeiro voo do A160T, um derivado do A160 movido a turbina. Em maio de 2008, um A160T demonstrou a resistência do projeto com um voo de mais de 18 horas. Em 2009, o A160T foi oficialmente designado como YMQ-18A , e a Boeing está atualmente sob contrato para construir 20 aeronaves A160T para o Comando de Operações Especiais dos EUA.
Especificações
Nota: Os dados fornecidos por várias fontes apresentam pequenas variações. Os números abaixo podem, portanto, ser imprecisos!
Dados para A160/A160T Beija -flor :
| Comprimento | 10,7 m (35 pés) |
| Diâmetro do rotor | 11,0 m (36 pés) |
| Peso | 1950 kg (4300 lb) |
| Velocidade | > 260 km/h (140 nós) |
| Teto | 8.530 m (28.000 pés) |
| Variedade | 3150 km (1700 nm) |
| Resistência | 20 horas |
| Propulsão | A160: motor de pistão de 6 cilindros; 290 kW (390 hp) A160T: Motor de turbina |
Principais fontes
[1] Kenneth Munson (ed.): "Veículos Aéreos Não Tripulados e Alvos de Jane, Edição 15", Jane's, 2000
[2] "Roteiro de Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas, 2005-2030", Gabinete do Secretário de Defesa, agosto de 2005
[3] ] Site da Boeing
[4] Site GlobalSecurity.org
Boeing (ex-Frontier Systems) MQ-18 Hummingbird: O Beija-Flor Robótico dos Céus
O MQ-18 Hummingbird, originalmente designado A160 Hummingbird, é um helicóptero não tripulado de longa duração desenvolvido para operações de vigilância, reconhecimento e comunicação em ambientes complexos e de longo alcance. Projetado inicialmente pela Frontier Systems — empresa adquirida pela Boeing em 2004 — o Hummingbird emergiu como uma das tentativas mais ambiciosas de repensar a eficiência aerodinâmica e a autonomia em aeronaves de asas rotativas não tripuladas.
Com um conceito inovador centrado em um sistema de rotor de rotação variável, o A160 prometia redefinir os limites de altitude, velocidade e economia de combustível em UAVs de asas rotativas — características raramente combinadas com sucesso nesse segmento.
Origens e Desenvolvimento
O projeto nasceu em 1998, quando a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), agência de inovação do Departamento de Defesa dos EUA, concedeu um contrato à Frontier Systems para desenvolver um UAV de longa resistência com capacidade de operar em alta altitude.
O primeiro passo foi a criação de um sistema de controle de voo autônomo robusto. Para validá-lo, a equipe converteu um helicóptero leve Robinson R22 em uma aeronave não tripulada, conhecida comercialmente como Maverick UAV. Esse protótipo serviu como plataforma de testes para algoritmos de estabilidade, navegação autônoma e pouso automático — tecnologias fundamentais para o A160.
Após anos de pesquisa e modelagem, o A160 Hummingbird realizou seu voo inaugural em janeiro de 2002, marcando o início de uma nova era no design de helicópteros não tripulados.
Design Inovador: O Coração do Hummingbird
O que diferencia o MQ-18 de outros UAVs de asas rotativas é seu sistema de rotor rígido com rotação variável (Optimum Speed Rotor) — uma ruptura radical com a abordagem convencional de rotores fixos em RPM constante.
Principais características do rotor:
- Pás cônicas com geometria de seção transversal variável da raiz à ponta, otimizadas para diferentes regimes de voo.
- RPM ajustável em voo: o rotor pode operar entre 130 e 340 RPM, dependendo da altitude, velocidade e carga.
- Essa flexibilidade permite reduzir o arrasto e o consumo de combustível durante voos de cruzeiro ou em alta altitude, ao mesmo tempo que mantém desempenho em manobras táticas.
Esse sistema permitiu ao A160 estabelecer recordes de resistência e altitude para UAVs de asas rotativas, incluindo um voo contínuo de mais de 20 horas e operações acima de 15.000 pés (4.570 metros) — uma faixa operacional rara para helicópteros não tripulados.
Configuração Geral e Capacidades Operacionais
Embora revolucionário no rotor, o restante do MQ-18 segue uma arquitetura clássica:
- Cauda com tail rotor de duas pás;
- Trem de pouso triciclo retrátil, reduzindo arrasto aerodinâmico;
- Fuselagem modular, feita em materiais compósitos leves;
- Motor a diesel turboalimentado (em versões posteriores), mais eficiente que motores a gasolina convencionais.
Autonomia e Controle
- Totalmente autônomo: capaz de decolar, navegar por waypoints GPS, retornar à base e pousar sem intervenção humana.
- Também pode ser operado em modo remoto, com supervisão de operador via enlace de dados seguro.
- Sistema de redundância em sensores e comunicações para operações em ambientes hostis.
Carga Útil
- Até 450 kg (1.000 lb) de equipamentos na seção frontal da fuselagem.
- Torre gimbal sob a fuselagem dianteira para sensores eletro-ópticos (EO) e infravermelho (IR) de alta resolução.
- Capacidade de integrar radares de abertura sintética (SAR), sistemas de SIGINT (inteligência de sinais), retransmissores de comunicação e até cargas leves de contramedidas.
Missões e Aplicações
O MQ-18 foi projetado para apoiar uma ampla gama de operações:
- Vigilância persistente em zonas de fronteira ou teatros de combate;
- Reconhecimento em tempo real para forças especiais;
- Relevo de comunicação em regiões montanhosas ou remotas;
- Apoio a operações de busca e resgate;
- Monitoramento ambiental e humanitário.
Sua capacidade de pairar por longos períodos e operar em alta altitude o tornava ideal para substituir aeronaves tripuladas em missões de risco ou custo elevado.
Ficha Técnica – MQ-18 (A160) Hummingbird
Destino do Programa
Apesar de seu desempenho promissor, o programa A160 Hummingbird foi encerrado pela Boeing em 2013, após uma série de falhas técnicas em voos de teste, incluindo um acidente fatal em 2008 e dificuldades persistentes com a confiabilidade do motor e do sistema de transmissão.
Além disso, o Exército dos EUA optou por investir em plataformas mais convencionais, como o MQ-8 Fire Scout da Northrop Grumman, que, embora menos ambicioso em alcance, provou ser mais robusto e fácil de integrar.
Contudo, o legado do Hummingbird permanece. Muitos dos conceitos de rotação variável, controle autônomo avançado e eficiência aerodinâmica em UAVs de asas rotativas influenciaram gerações posteriores de drones militares e civis.
Conclusão
O MQ-18 Hummingbird foi mais do que um drone experimental — foi uma declaração de intenção: que os helicópteros não tripulados poderiam voar mais alto, mais rápido, mais longe e com mais inteligência do que jamais imaginado. Embora nunca tenha entrado em produção em massa, o "Beija-Flor Robótico" da Boeing provou que a inovação radical é possível, mesmo em um setor dominado por tradições.
Seu nome permanece na história da aviação como um pássaro visionário, que, mesmo sem se tornar comum nos céus, mostrou o caminho para o futuro dos UAVs de asas rotativas.
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